quarta-feira, 3 de junho de 2009

Novas mandalas coloridas

Olá amigos, agora sim, a coleção completa (por enquanto) da versão colorida das mandalas a nanquim. Eu as comercializo em vários meios, por ex: papel, vinil adesivo ou vários tipos de tecido. Branco e preto ou coloridas

As pessoas têm gostado da idéia de comprar as reproduções para depois colori-las, então decidi fazer um “Caderno de mandalas para colorir” em uma versão feita com papel mais leve –e portanto mais barato.

A pasta com 12 reproduções custa R$ 50,00 mais custos de postagem.

 

Pessoal, estas mandalas são vendidas por este artista que vos escreve e que disso vive, se desejarem reproduzi-las ou copiá-las de alguma maneira, por favor entrem em contato comigo antes. Obrigado, Alex









Contatos pelo e-mail alexmandalas@hotmail.com

quarta-feira, 20 de maio de 2009

MANDALAS COLORIDAS

O projeto das mandalas feitas a nanquim tem crescido em quantidade –e às vezes, também em complexidade- e agora elas já estão no mercado em forma de reproduções, o que permite diminuir o preço das peças (P/B R$ 40 e colorida R$ 60, TAM. A4, papel couchê 230g) e assim fazer com que elas cheguem a mais pessoas.

Quando comecei a comercializar as reproduções, levei uma surpresa, as pessoas as compravam para depois colori-las. Aliás, foram duas crianças que começaram a moda. Achei a idéia delas excelente, decidi colorir algumas com lápis de cor, para experimentar como ficavam e, se gostasse do resultado, mostrá-las no blog.

Achei a experiência fantástica. Ao pouco tempo de começar a colorir a mandala, a mente aquietou-se e assim permaneceu num estado de calma meditação até finalizar a peça.

As cores fluíram como se já estivessem no papel, esperando escondidas até que um estado mental especial as trouxesse à superfície.

Alem de ter gostado do resultado, depois de acabar a peça, ficou uma agradável sensação de paz e relaxamento que deixou um sorriso de satisfação estampado no meu rosto. Recomendo a experiência.

 




Contato para adquiri-las: alexmandalas@hotmail.com








I Ching

Trabalho como consultor de I CHING há mais de 20 anos e ele continua a me surpreender pela sua eficácia e pela clareza dos detalhes que suas respostas sempre contém.

 

O QUE É?

O I CHING é um livro que trata da evolução pessoal através de estratégias voltadas para resolução dos conflitos que nos afligem à medida que caminhamos pela vida. Ele é um dos livros mais antigos já publicados. Começou a ser compilado como texto há 3.200 anos. Antes disso porém, o I CHING já existia oralmente, em forma de poemas mnemônicos. Ele era usado por uma casta nômade de intelectuais taoistas que viajavam pelos reinos da antiga China feudal atuando como conselheiros de estado, orientando os senhores  feudais sobre quais as melhores estratégias de atuação a serem aplicadas a cada nova situação de governo.

 

COMO ELE FAZ  ISSO?

O I Ching aborda o caminho da evolução através do TAO, ou seja: a sabedoria de estar em harmonia com o tempo, de ter plena consciência da situação atual, dos seus componentes e de como esta situação chegou aonde ela se encontra, e de agir estrategicamente de acordo com estes dados para alcançar favoravelmente a finalidade proposta.

Para o I Ching, a melhor maneira para atingir esta meta é a “evolução permanente do eterno aprendiz”. Esta evolução acontece ao encarar o crescimento espiritual como um aprendizado holístico (corpo mente e espírito) através da resolução adequada das situações que se apresentam no decorrer da nossa existência. Tal vez um bom exemplo disto seria a imagem da  água descendo a montanha. Ela mergulha, desvia, contorna, adapta-se sem resistência, se faz calor ela evapora, se faz frio ela congela e espera o momento e as condições ideais para virar líquido de novo e assim chegar, infalivelmente ao seu destino.

 

O ORÁCULO

Como oráculo, o I Ching é mais um conselheiro que um “adivinhador”.  Ele se baseia na tese de que, conhecendo a fundo todos os elementos que compõem uma situação, tanto os internos como os externos, e observando se eles estão em harmonia (ou não) entre si e em concordância com o tempo, é possível conhecer qual o rumo lógico que esta situação há de tomar e se a resolução será favorável ou não.

Como o I CHING é um livro de estratégia, ele não diz o que vai acontecer, ele diz o que está acontecendo e as conseqüências que nossos atos terão. Ou seja, o futuro depende do presente, por isso as perguntas que lhe fazemos são do tipo: “Como devo agir com esta determinada situação?”

A resposta que o I CHING nos apresenta é sempre um panorama claro e detalhado da situação com suas nuances de luzes e sombras, de onde vem e por que chegou até aqui e para onde se dirige e a forma adequada de agir. Com esta consciência como ferramenta a nos auxiliar, poderemos mudar pontualmente as incompatibilidades presentes no rumo tomado, para atingir assim, da melhor maneira possível, a meta almejada.

 

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A MANTIQUEIRA PEDE SOCORRO!

EUCALIPTO, a nova praga da Serra da Mantiqueira: 


Vivo há dez anos em Joanópolis, 130 km ao nordeste da cidade de São Paulo, fronteira com Minas. Um lugar paradisíaco cheio de serras, rios e cachoeiras. Desde que aqui me instalei até hoje, tenho presenciado, com horror crescente o desmatamento avançar em proporção geométrica ao “crescimento econômico” da região. Hoje devem restar apenas 10% das florestas nativas, que ainda assim continuam riquíssimas em diversidade (mas não mais em quantidade) de flora e fauna. Mas é claro que estas florestas, reduzidas a um exílio forçado nos topos dos morros, conseguem abrigar somente um número limitado de espécies e indivíduos pois simplesmente não há comida nem espaço suficiente para todos.E agora, com a chegada do plantio maciço de eucalipto, a mais nova praga estabelecida nas serras, a mata nativa está, assustadoramente ficando cada vez menor!

 

Também conhecido como “O Deserto Verde”, o eucalipto está tomando conta, a passo acelerado do pouco que restava da floresta no topo dos morros.  A Votorantim, que recentemente comprou a empresa de produção de mudas de eucalipto: Aracruz (uma das maiores do mundo) está povoando a serra da Mantiqueira com mudas “doadas” aos agricultores da região.Eles ainda dão consultoria técnica aos agricultores e compram a primeira safra. Sem dúvida nenhuma, uma oferta tentadora demais pra ser recusada.

A “Casa da Agricultura” de Joanópolis, por exemplo, está oferecendo, DE GRAÇA, 8000 mudas de eucalipto por agricultor. Enquanto cobra R$ 1,00 por muda de árvores de espécies nobres, a maioria em processo de extinção, como mogno, jacarandá, etc. que são árvores de madeira de qualidade infinitamente superior mas de crescimento lento.

Fico pensando: Aonde irão esses animais que viviam nas florestas derrubadas? Pois no eucaliptal nenhum pássaro faz ninho, os macacos, esquilos e outros pequenos mamíferos também não conseguem viver nele, em conseqüência, as onças ficam sem comida e saem para procurar sua caça entre o gado, e ai são mortas pelos fazendeiros.Um círculo vicioso de destruição que se auto-alimenta até simplesmente, num futuro não muito distante, desaparecer todo rasto da fauna original. 


O Eucalipto é uma espécie altamente competitiva e nenhuma árvore de outra espécie consegue se desenvolver perto dele. Ele exaure totalmente os nutrientes do terreno, pois seu crescimento é muito rápido e o corte a cada 4 anos não dá tempo à terra de  recuperá-los. É por isso que, a cada safra a planta (e sua utilidade econômica) fica menor. O tempo comercialmente útil do eucalipto é de 12 anos, ou 3 colheitas. Depois disso ele só serve para lenha.

A plantação de eucalipto é, na verdade, uma armadilha para o agricultor pois, o que ele fará depois de 12 anos com essa terra arruinada? A esta altura ela já esta sem água, com um solo compacto demais, cheio de tocos de árvores dos quais saem uns galhos patéticos de tão fininhos, degradado de quaisquer nutrientes e no qual nada mais consegue vingar.

Além disso, a raiz do eucalipto cresce em proporção direta à sua altura e é praticamente impossível de extraí-la, somente com um trator especial e a preços exorbitantes, o que  torna  o terreno comercialmente inviável de utilizar depois. Algumas pessoas colocam “mata-raiz”, um produto químico que a apodrece. Mas é um veneno terrível que contamina a terra por anos e, como a raiz é muito profunda, este veneno desce por gravidade e contamina também o lençol freático.

Tudo isto é feito sem o mínimo estardalhaço, pois nunca se fala sobre este assunto na imprensa. Não há campanhas para alertar a população sobre o desmatamento intensivo que a Mantiqueira está sofrendo ou sobre a destruição dos seus mananciais devido ao assoreamento causado por este desmatamento.

Quem se interessar por este assunto, por favor divulgue-o, faça estardalhaço, crie grupos de discussão, apresente  soluções alternativas.

Este blog continuará a divulgar estes assuntos periodicamente e está aberto a todos os que quiserem expressar sua opinião.

 Obrigado, Alex.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O trabalho com toras, junto com as peças feitas a nanquim, constituem minha nova produção. Este trabalho começou por que era época do corte de eucalipto na região onde vivo e numa das minhas andanças, uns galhos caídos, restos do corte, me chamaram a atenção pela forma, textura e cor. E eu, que sempre ando à procura de materiais diferentes para transmutar em obras, achei assim uma fonte inesgotável de belíssimos suprimentos. Além disso, pintar em superfícies tridimensionais requer uma forma de trabalhar (e pensar) bem diferente da pintura em superfícies planas, o que representa um novo desafio técnico, coisa que eu amo, pois sempre me abre novos horizontes para expressar a criatividade. 


Se o trabalho a nanquim se pode comparar à música clássica na sua composição de encaixes matematicamente precisos, costumo comparar a pintura em toras com o Jazz, pois sempre parto de uma figura ou tema central e vou improvisando o que vem a seguir. Fico brincando com o erro, usando-o como auxiliar da criação, um transformador  que, mudando a seqüência, abre novos caminhos. 




Uma idéia se desenvolve em outra, sem planejamento prévio, eu só sigo o que me dizem a cor, a forma e a textura da peça, sempre atento ao que ela sussurra em meu coração numa linguagem que é, ao mesmo tempo, uma mistura de feliz liberdade e adrenalina correndo pelas veias. Dá até para sentir um medinho gostoso antes de começar a pintar ou quando chego num lugar de difícil solução e devo achar alguma saída alternativa um pouco  mais ousada. 





Nestas esculturas pintadas (ou pinturas tridimensionais) uso geralmente látex e  lápis de cor, com uma fina camada de verniz fixador para permitir que a madeira, que continua viva por muito tempo após o corte, continue se transmutando. Quanto mais antiga a madeira, mais bela ela fica.  



segunda-feira, 16 de março de 2009

PINTURA EM LUGARES SAGRADOS

Nos últimos dois anos tive a sorte de pintar o chão de um templo hinduísta e dois painéis em uma igreja.
Foi uma experiência maravilhosa, altamente gratificante, que me permitiu aprender novas técnicas de pintura e, ao mesmo tempo, ter experiências de total comunhão da minha alma com a arte e as energias que habitavam estes lugares. Teve muitos momentos, durante a execução das obras, onde desapareceu completamente qualquer noção de tempo ou espaço. Era como se estivesse trabalhando numa bolha de total silêncio e paz.
O chão do templo de BABAJI no Hotel Ponto de Luz foi o primeiro trabalho. Babaji foi um homem santo indiano que veio ao Brasil em 1999, ficou durante 12 dias atendendo centenas de pessoas com aconselhamento, cura e meditação num templo construído especialmente para ele no hotel Ponto de Luz. Sem passar por nenhum outro lugar do Brasil, retornou à Índia, onde faleceu três anos depois. Babaji transformou minha vida, pois foi ele que me aconselhou a ser artista (até então eu era terapeuta corporal do hotel), segui seu conselho e deu o que deu. Fisicamente, pintar esse chão foi duro, me demandou um mês trabalhando de joelhos e mais um mês para os coitados se recuperarem. Mas o lugar, com muito mato ao redor, do lado de um rio, pertinho de uma cachoeira, é certamente mágico. A energia de BABAJI e dos rituais e meditações que Ele fez durante sua estada no Brasil, ainda está presente de uma forma muito poderosa, por vezes quase física.
Foi um tempo mágico. Sempre que surgia alguma dúvida sobre o que fazer, como resolver alguma questão, se estava no caminho certo, era só olhar para a foto do Velhinho sorridente ou para os quadros das paredes (Buda, Ganesh, Shiva, Vishnu) que eles, com seus olhares, de alguma misteriosa maneira me transmitiam a resposta certa. Era uma sintonia além das possibilidades racionais, à qual me entreguei totalmente e que criou em mim sensações de total plenitude. Tal vez por isso, o trabalho ficou agradável ao olhar e poderoso energeticamente. E foi concluído em muito menos tempo do que o esperado.







A igreja de São Sebastião, no vale do Sertãozinho em Joanópolis foi um outro grande desafio. Ela exigiu muito planejamento espacial e vários esboços até chegar ao modelo e tamanho definitivos. Foram duas obras, pintadas diretamente sobre as paredes ao lado do altar. São Sebastião do lado esquerdo e Nossa Senhora do lado direito.
Para pintar São Sebastião, tirei muitas fotos do vale e decidi usar a paisagem do lugar como pano de fundo, com o santo abençoando e protegendo o que resta das nossas matas. A árvore onde ele está amarrado existe de verdade e é tão um fenômeno em si que resolvi colocá-la em destaque. Ela nasceu no meio de uma rocha gigantesca e cresceu abrindo-se caminho ao partir a pedra em pedaços. Considero esta arvore um símbolo de tenacidade, perseverança, falta de ansiedade e inteligência para agir na hora certa, um exemplo a ser seguido. A frágil, mas flexível madeira procurando pacientemente uma fissura na rocha, exercendo a pressão certa, esperando o tempo adequado, com o sol de verão a esquentá-la e uma chuva rápida a esfriá-la logo depois. Assim, no momento certo, nem antes nem depois, a árvore rompe a poderosa, mas rígida pedra. Não é um ótimo tema para meditação?


(esbolço de São Sebastião)


(detalhe da moldura)





Pintei Nossa Senhora no alto de uma pilastra, abençoando o lugar. Usei no seu olhar, uma técnica dos antigos mestres que faz parecer, desde qualquer lugar da igreja, que ela está olhando com compaixão e amor nos olhos de quem olha para ela.
Eu particularmente, cada vez que olho para Nossa Senhora, a vejo com a mesma energia, infinitamente doce e purificadora, de Quan-Yin, a deusa da compaixão no budismo tântrico.



(esbolço de Nossa Senhora)



(detalhe da pilastra)