quarta-feira, 8 de julho de 2009

EXPOSIÇÃO À VISTA!

Olá pessoal. Tudo bem?

Começou a temporada de exposições!

De 10 de Júlio a 18 de agosto estarei expondo meus novos trabalhos de mandalas feitas a nanquim no Hotel Ponto de Luz.

No dia 20 de agosto será em São Paulo, na Livraria “Arjuna”, na vila Madalena.

Setembro em Atibaia e outubro em Campinas.

Mas até lá, darei mais notícias.

Um abraço.

UM PASSEIO DE MANHÃ PELOS ARREDORES DE CASA

Olá pessoal, tudo bem por aí?

Hoje eu acordei, como de costume, com o nascer do sol e o canto dos passarinhos e, ao abrir a janela da sala, me regalei com o espetáculo maravilhoso da neblina na serra.

É inverno nas montanhas e a neblina cobre as manhãs atrasando a visão do sol por umas horas a mais.

A paisagem muda a cada instante a medida que as nuvens baixas vão deslizando pelo chão, mostrando e ocultando a vista com cada metro andado. Tudo fica como flutuando numa dimensão diferente, mágica. Totalmente “Senhor dos Anéis”.

Foi ao contemplar esta maravilha, hoje de manhã, que decidi compartilhar do meu passeio diário com vocês e transportá-los, por um momento, ao paraíso da Mantiqueira.

Como já disse antes, me sinto um privilegiado por ter a oportunidade, e a grande sorte! de morar neste pedaço de paraíso. E, com certeza, agradeço à existência diariamente por isso (e ao hotel Ponto de Luz, pois vivo dentro do seu terreno).

Então, vamos fazer um passeio?

As fotos estão em ordem de “caminhada”, podem imaginá-las como um circuito que começa e acaba no quintal de casa. Sejam bem-vindos!


O quintal da casa


Vamos lá ____________Bom dia, Buda ___


Tanta beleza!_______ Um lado do rio_________


O outro lado do rio_____Saindo do hotel


A Billie me leva de passeio____O lago de manhã



O sol aparecendo_____E mais beleza!


Meu amor, voltando___Água da mina, fresquinha
____a casa


O refresco da guerreira

Chegamos de novo__...ao quintal de casa


A HORTA

E agora um pequeno aparte para dar um pouco de água na boca e encher os olhos e a imaginação de natureza e saúde: a horta orgânica do Ponto de Luz de manhãzinha, um espetáculo em si mesma!A terra exalando seu perfume de generosidade matinal, a profusão de verdes, roxos e amarelos das verduras e ervas brilhando com pérolas de orvalho. Adoro dar uma passadinha pela horta ao voltar da caminhada diária para me regalar e fechar a caminhada com chave de ouro, parece que só de passear pelos canteiros, todo meu ser mergulha numa onda de energia de pureza e saúde que emana das plantas, um espetáculo para a alma!



Um pedacinho da fartura _

Verdura limpa, crocante
e saborosa

Arte em forma de brotos

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Novas mandalas coloridas

Olá amigos, agora sim, a coleção completa (por enquanto) da versão colorida das mandalas a nanquim. Eu as comercializo em vários meios, por ex: papel, vinil adesivo ou vários tipos de tecido. Branco e preto ou coloridas

As pessoas têm gostado da idéia de comprar as reproduções para depois colori-las, então decidi fazer um “Caderno de mandalas para colorir” em uma versão feita com papel mais leve –e portanto mais barato.

A pasta com 12 reproduções custa R$ 50,00 mais custos de postagem.

 

Pessoal, estas mandalas são vendidas por este artista que vos escreve e que disso vive, se desejarem reproduzi-las ou copiá-las de alguma maneira, por favor entrem em contato comigo antes. Obrigado, Alex









Contatos pelo e-mail alexmandalas@hotmail.com

quarta-feira, 20 de maio de 2009

MANDALAS COLORIDAS

O projeto das mandalas feitas a nanquim tem crescido em quantidade –e às vezes, também em complexidade- e agora elas já estão no mercado em forma de reproduções, o que permite diminuir o preço das peças (P/B R$ 40 e colorida R$ 60, TAM. A4, papel couchê 230g) e assim fazer com que elas cheguem a mais pessoas.

Quando comecei a comercializar as reproduções, levei uma surpresa, as pessoas as compravam para depois colori-las. Aliás, foram duas crianças que começaram a moda. Achei a idéia delas excelente, decidi colorir algumas com lápis de cor, para experimentar como ficavam e, se gostasse do resultado, mostrá-las no blog.

Achei a experiência fantástica. Ao pouco tempo de começar a colorir a mandala, a mente aquietou-se e assim permaneceu num estado de calma meditação até finalizar a peça.

As cores fluíram como se já estivessem no papel, esperando escondidas até que um estado mental especial as trouxesse à superfície.

Alem de ter gostado do resultado, depois de acabar a peça, ficou uma agradável sensação de paz e relaxamento que deixou um sorriso de satisfação estampado no meu rosto. Recomendo a experiência.

 




Contato para adquiri-las: alexmandalas@hotmail.com








I Ching

Trabalho como consultor de I CHING há mais de 20 anos e ele continua a me surpreender pela sua eficácia e pela clareza dos detalhes que suas respostas sempre contém.

 

O QUE É?

O I CHING é um livro que trata da evolução pessoal através de estratégias voltadas para resolução dos conflitos que nos afligem à medida que caminhamos pela vida. Ele é um dos livros mais antigos já publicados. Começou a ser compilado como texto há 3.200 anos. Antes disso porém, o I CHING já existia oralmente, em forma de poemas mnemônicos. Ele era usado por uma casta nômade de intelectuais taoistas que viajavam pelos reinos da antiga China feudal atuando como conselheiros de estado, orientando os senhores  feudais sobre quais as melhores estratégias de atuação a serem aplicadas a cada nova situação de governo.

 

COMO ELE FAZ  ISSO?

O I Ching aborda o caminho da evolução através do TAO, ou seja: a sabedoria de estar em harmonia com o tempo, de ter plena consciência da situação atual, dos seus componentes e de como esta situação chegou aonde ela se encontra, e de agir estrategicamente de acordo com estes dados para alcançar favoravelmente a finalidade proposta.

Para o I Ching, a melhor maneira para atingir esta meta é a “evolução permanente do eterno aprendiz”. Esta evolução acontece ao encarar o crescimento espiritual como um aprendizado holístico (corpo mente e espírito) através da resolução adequada das situações que se apresentam no decorrer da nossa existência. Tal vez um bom exemplo disto seria a imagem da  água descendo a montanha. Ela mergulha, desvia, contorna, adapta-se sem resistência, se faz calor ela evapora, se faz frio ela congela e espera o momento e as condições ideais para virar líquido de novo e assim chegar, infalivelmente ao seu destino.

 

O ORÁCULO

Como oráculo, o I Ching é mais um conselheiro que um “adivinhador”.  Ele se baseia na tese de que, conhecendo a fundo todos os elementos que compõem uma situação, tanto os internos como os externos, e observando se eles estão em harmonia (ou não) entre si e em concordância com o tempo, é possível conhecer qual o rumo lógico que esta situação há de tomar e se a resolução será favorável ou não.

Como o I CHING é um livro de estratégia, ele não diz o que vai acontecer, ele diz o que está acontecendo e as conseqüências que nossos atos terão. Ou seja, o futuro depende do presente, por isso as perguntas que lhe fazemos são do tipo: “Como devo agir com esta determinada situação?”

A resposta que o I CHING nos apresenta é sempre um panorama claro e detalhado da situação com suas nuances de luzes e sombras, de onde vem e por que chegou até aqui e para onde se dirige e a forma adequada de agir. Com esta consciência como ferramenta a nos auxiliar, poderemos mudar pontualmente as incompatibilidades presentes no rumo tomado, para atingir assim, da melhor maneira possível, a meta almejada.

 

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A MANTIQUEIRA PEDE SOCORRO!

EUCALIPTO, a nova praga da Serra da Mantiqueira: 


Vivo há dez anos em Joanópolis, 130 km ao nordeste da cidade de São Paulo, fronteira com Minas. Um lugar paradisíaco cheio de serras, rios e cachoeiras. Desde que aqui me instalei até hoje, tenho presenciado, com horror crescente o desmatamento avançar em proporção geométrica ao “crescimento econômico” da região. Hoje devem restar apenas 10% das florestas nativas, que ainda assim continuam riquíssimas em diversidade (mas não mais em quantidade) de flora e fauna. Mas é claro que estas florestas, reduzidas a um exílio forçado nos topos dos morros, conseguem abrigar somente um número limitado de espécies e indivíduos pois simplesmente não há comida nem espaço suficiente para todos.E agora, com a chegada do plantio maciço de eucalipto, a mais nova praga estabelecida nas serras, a mata nativa está, assustadoramente ficando cada vez menor!

 

Também conhecido como “O Deserto Verde”, o eucalipto está tomando conta, a passo acelerado do pouco que restava da floresta no topo dos morros.  A Votorantim, que recentemente comprou a empresa de produção de mudas de eucalipto: Aracruz (uma das maiores do mundo) está povoando a serra da Mantiqueira com mudas “doadas” aos agricultores da região.Eles ainda dão consultoria técnica aos agricultores e compram a primeira safra. Sem dúvida nenhuma, uma oferta tentadora demais pra ser recusada.

A “Casa da Agricultura” de Joanópolis, por exemplo, está oferecendo, DE GRAÇA, 8000 mudas de eucalipto por agricultor. Enquanto cobra R$ 1,00 por muda de árvores de espécies nobres, a maioria em processo de extinção, como mogno, jacarandá, etc. que são árvores de madeira de qualidade infinitamente superior mas de crescimento lento.

Fico pensando: Aonde irão esses animais que viviam nas florestas derrubadas? Pois no eucaliptal nenhum pássaro faz ninho, os macacos, esquilos e outros pequenos mamíferos também não conseguem viver nele, em conseqüência, as onças ficam sem comida e saem para procurar sua caça entre o gado, e ai são mortas pelos fazendeiros.Um círculo vicioso de destruição que se auto-alimenta até simplesmente, num futuro não muito distante, desaparecer todo rasto da fauna original. 


O Eucalipto é uma espécie altamente competitiva e nenhuma árvore de outra espécie consegue se desenvolver perto dele. Ele exaure totalmente os nutrientes do terreno, pois seu crescimento é muito rápido e o corte a cada 4 anos não dá tempo à terra de  recuperá-los. É por isso que, a cada safra a planta (e sua utilidade econômica) fica menor. O tempo comercialmente útil do eucalipto é de 12 anos, ou 3 colheitas. Depois disso ele só serve para lenha.

A plantação de eucalipto é, na verdade, uma armadilha para o agricultor pois, o que ele fará depois de 12 anos com essa terra arruinada? A esta altura ela já esta sem água, com um solo compacto demais, cheio de tocos de árvores dos quais saem uns galhos patéticos de tão fininhos, degradado de quaisquer nutrientes e no qual nada mais consegue vingar.

Além disso, a raiz do eucalipto cresce em proporção direta à sua altura e é praticamente impossível de extraí-la, somente com um trator especial e a preços exorbitantes, o que  torna  o terreno comercialmente inviável de utilizar depois. Algumas pessoas colocam “mata-raiz”, um produto químico que a apodrece. Mas é um veneno terrível que contamina a terra por anos e, como a raiz é muito profunda, este veneno desce por gravidade e contamina também o lençol freático.

Tudo isto é feito sem o mínimo estardalhaço, pois nunca se fala sobre este assunto na imprensa. Não há campanhas para alertar a população sobre o desmatamento intensivo que a Mantiqueira está sofrendo ou sobre a destruição dos seus mananciais devido ao assoreamento causado por este desmatamento.

Quem se interessar por este assunto, por favor divulgue-o, faça estardalhaço, crie grupos de discussão, apresente  soluções alternativas.

Este blog continuará a divulgar estes assuntos periodicamente e está aberto a todos os que quiserem expressar sua opinião.

 Obrigado, Alex.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O trabalho com toras, junto com as peças feitas a nanquim, constituem minha nova produção. Este trabalho começou por que era época do corte de eucalipto na região onde vivo e numa das minhas andanças, uns galhos caídos, restos do corte, me chamaram a atenção pela forma, textura e cor. E eu, que sempre ando à procura de materiais diferentes para transmutar em obras, achei assim uma fonte inesgotável de belíssimos suprimentos. Além disso, pintar em superfícies tridimensionais requer uma forma de trabalhar (e pensar) bem diferente da pintura em superfícies planas, o que representa um novo desafio técnico, coisa que eu amo, pois sempre me abre novos horizontes para expressar a criatividade. 


Se o trabalho a nanquim se pode comparar à música clássica na sua composição de encaixes matematicamente precisos, costumo comparar a pintura em toras com o Jazz, pois sempre parto de uma figura ou tema central e vou improvisando o que vem a seguir. Fico brincando com o erro, usando-o como auxiliar da criação, um transformador  que, mudando a seqüência, abre novos caminhos. 




Uma idéia se desenvolve em outra, sem planejamento prévio, eu só sigo o que me dizem a cor, a forma e a textura da peça, sempre atento ao que ela sussurra em meu coração numa linguagem que é, ao mesmo tempo, uma mistura de feliz liberdade e adrenalina correndo pelas veias. Dá até para sentir um medinho gostoso antes de começar a pintar ou quando chego num lugar de difícil solução e devo achar alguma saída alternativa um pouco  mais ousada. 





Nestas esculturas pintadas (ou pinturas tridimensionais) uso geralmente látex e  lápis de cor, com uma fina camada de verniz fixador para permitir que a madeira, que continua viva por muito tempo após o corte, continue se transmutando. Quanto mais antiga a madeira, mais bela ela fica.